Praça Santa Luzia Lado do Sol IV
Antes de chegar na casa do seu Tolentino e dona Rosenda, um adendo sobre o Cine Baturité, da dona Emília, recordaçoes da Ligene Barsi de duas ótimas, como a do Costa (eletricista), que tendo assistindo a 1ª sessão ( eram duas pra cada filme, não era? ) repetia as cenas e contava o que ia acontecer, atrapalhando e irritando os cinéfilos da 2ª sessão, que gritavam “cala a boca Costa”.
Outra era a do Lindenberg (irmão da Gracinda) que usava, de propósito, tamancos barulhentos, e que depois do cinema descia as ruas acordando a população já recolhida.
Coisas simples do cotidiano da cidade que ficaram no consciente coletivo, nunca é de mais, recontá-las.
Voltando porém à sequencia da Pequena História da Praça Santa Luzia Lado do Sol, ninguem também esquece, do Seu Tolentino e Dona Rosenda, gente dos Vianas, que cedo se mudaram para Fortaleza, de onde, ainda, se recorda a casa sempre aberta aos baturiteenses na Rua Clarindo de Queiros próxima ao Mercado São Sebastião.
Dona Rosenda, sem nunca se desligar afetivamente de Baturité mudou-se para Fortaleza, com certeza, pelo atrativo do centro maior para dar formação profissional aos filhos, que não eram poucos, Leene, Clinton, Maria Augusta, Gilson, Raquel e Telma, donde colheu futuro melhor para todos.
Das tantas lembranças que a família deixou na Praça Santa Luzia, a mais sentida, foi a falta que Gilson fez, que digam seus amigos Zé Alfredo, o Mandioca, o Hugo, popular Aguía, o Eliomar, chamado de Chinês por que era pequeno, o Rainá, e seu irmão Souzinha, o Ivanirton Garcia e o Neném, apelido carinhoso do Victor, hoje, como ele, desembargador aposentado – os dois galgaram todos os degraus do magistrado.
Foi do meio dessa turma que nasceu a brincadeira do RUBALÉ, da qual o Gilson era o campeão.
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Parabéns Maninho,
Por respeitar as tradições e valorizar sua herança cultural. Pois a terra onde nascemos faz parte da nossa história. Abraço