Apesar de dirigentes semi-analfabetos e preguiçosos que induzem a população a crer que não é preciso estudar nem trabalhar para vencer na vida; apesar das alianças com parlamentares, inescrupulosos, desonestos, mentirosos e corruptos; apesar do loteamento do poder com políticos sem escrúpulos; apesar das roubalheiras nas prefeituras; apesar das quadrilhas de mensalão; apesar do boom do tráfico de drogas; apesar, afinal, de tantos desmandos, descasos, tramóias e maracutaias…
APESAR DE TUDO…
O povo, ainda, entrega aos políticos a esperança de melhores condições de vida, festejando a mais simples obrigação de fazer com avultadas aprovações de IBOPE. Tome-se como exemplo a resposta eleitoral da faixa populacional que, inesperadamente, se viu na faixa de consumo que, apenas, lhe garante parca sobrevivência.
A insignificância mesma de saber-se livre da inanição faz o pobre agradecido, até, concordar que, em meio de tanta safadeza, o poder não sabe de nada.
Não vai demorar, entretanto, o tempo do menos favorecido desconfiar da “caridade”, oportunidade em que deixará de ser enganado, e entender que, em breve, também, poderá ser bem sucedido, intelectual e financeiramente, sem ser culpado pelo infortúnio de alguém.
Devido à melhoria de padrões, muitos brasileiros da população emergente, já, reconhecem nos hábitos saudáveis de trabalhar, estudar e aprender outras línguas a única maneira de vencer neste mundo globalizado. Na verdade são pessoas que vêem este país crescendo mais pelas potencialidades e menos pela ação política…
Melhor será quando concluírem que esta nação cresce, apesar dos políticos.
Contrariando todos os precedentes, abrir-se-á no Brasil, na próxima década um enorme leque de diferentes chances de trabalho. Por ordem prática há de suscitar na consciência de cada um, que essa maré de prosperidade, não chega pelas mãos do Estado.
O novo desenvolvimento é produto do potencial nacional, da capacidade e da criatividade do povo, que, pouco a pouco, vai deixando de esperar a salvação somente pelas mãos do governo, muito embora sabendo que nenhum país pode viver sem governo.